Um pouco sobre minha proposta de aula.

Minhas Aulas

Minha experiência como professora começou há vários anos em conservatórios e escolas de música. Nesse tempo todo (e lá se vão mais de 25 anos!) pude observar o funcionamento de diversos métodos e elaborar uma didática própria que passei a utilizar em aulas particulares. Cada professor e cada aluno que tenho e tive colaboraram com minha maneira de ensinar e encarar a música.

Também nesse tempo descobri uma coisa que parece óbvia, mas não é: conhecer música e tocar um instrumento faz parte da educação de uma pessoa. Não só da educação formal (currículo, um saber a mais), mas de real formação seu caráter e seu lado mental, físico e emocional.

A música é uma linguagem, uma maneira de expressar sentimentos e estados pessoais que muitas vezes não podem ser expressos através da linguagem falada. E não é só expressão para os outros, mas também e principalmente expressão e entendimento para si próprio.

Isso muitas vezes não é claro para o aluno. Para falar a verdade, raras vezes o é. Porém deve ser muito claro para o professor.

Muita gente até fala sobre isso, mas de uma maneira romântica… Alma sensível, gênio musical e coisas do gênero. E usam um termo que é “DOM”.

DOM – que palavra é essa? Só tem sentimento quem tem DOM? Será que eu tenho DOM? Muitas pessoas me perguntam isso e muitas devem se torturar com esse conceito tão vago.

Nem todas as pessoas têm facilidade para línguas, mas todos sabem a importância de se comunicar. Assim também tem que ser com a música.

Afinal, interessar-se por um instrumento já denota certo DOM.

Cada um tem que tocar o que pode, o que gosta e o que se sente bem tocando.
Tocar em uma festa, em uma excursão, na praia com amigos ou num show profissional são graus de uma mesma escala. Vai depender do envolvimento de cada um com a coisa e qual seu objetivo. E ninguém garante que o profissional em um show se divirta mais que o amador com os amigos.

Em resumo, reduzir o talento e o esforço realizado por uma pessoa para atingir um objetivo a uma questão de DOM, compreendido como iluminação interior ou algo semelhante é empobrecer todo o trabalho dessa pessoa.

Então, quem toca um instrumento tem que perder horas de estudo com ele?

Se essa for a sua conclusão, algo não está bem explicado. As horas de estudo, muitas ou poucas, não devem ser consideradas “perdidas”. O estudo deve ser leve, prazeroso, alegre. Isso não quer dizer que às vezes (e não poucas) ele deva ser dirigido, técnico e repetitivo. Mas isso também tem que ser trabalhado com prazer.

Mostrar esse caminho é a minha proposta.

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